Vereador “Amigo 21” compara elaboração do PCCS dos servidores pelo Poder Executivo à novela mexicana; e que prefeito vira as costas para o problema
O presidente da Câmara de Nossa Senhora do Livramento (MT), vereador Edmilson Brandão da Silva, popular “Amigo 21” (União), subiu o tom na sessão ordinária do dia 4 de setembro ao cobrar agilidade e mais responsabilidade por parte do Poder Executivo diante da elaboração e apresentação do Plano de Carreira e Cargos dos Servidores do município. Ao fazer uso da tribuna “21” comparou a inércia de outro poder como uma “telenovela mexicana” que se apresenta com capítulos infindáveis.
“Desde 2023 que vem rolando o PCCS dos servidores no Poder Executivo. De lá pra cá já foram reuniões e mais reuniões sobre o plano que já até virou novela mexicana que nunca termina”, satirizou 21.
21 ainda disse que não costuma usar a tribuna, mas pelo entrave que se tornou a situação se viu na obrigação. “Segundo boatos que circulam pelas ruas da cidade, estão atribuindo a nós vereadores, claro, aos maus informados, que o entrave do PCCS está dentro desta casa. Convido funcionários a virem aqui e ver os documentos que comprovam que há muito tempo que estamos cobrando sobre a situação. São vários ofícios encaminhados ao excelentíssimo senhor prefeito, não somente da minha gestão de presidente, como também da gestão anterior”.
Segundo 21, até agora as reuniões não serviram para nada, “pois os nossos funcionários continuam penando e padecendo, mas a desculpa do executivo é que a empresa contratada para elaborar o tal documento ainda não o confeccionou. Poxa, dois anos ou mais para essa empresa elaborar o projeto e esta não dá resposta a câmara e aos funcionários. Isso é um total desrespeito”, disparou.
O vereador também acrescentou que existem funcionários com mais de 20 de trabalho de carreira “que me falam chorando que tem até vergonha de dizer o quanto recebem de salário. Se a caneta fosse nossa estava resolvido, pois essa situação que não é difícil de se resolver, já teria sido resolvido, creio eu”.
Outra estranheza da caótica situação alentada pelo presidente é saber que o prefeito também é funcionário público, “e poderia demonstrar interesse nisso e não virar as costas para o problema”.