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Vereador ‘requere’ de secretário coleta de caramujos africanos na cidade

Situação preocupante

  • Publicado em 24/04/2023

Fonte: Assessoria

Autor: Assessoria

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Legenda: Renan sugeriu que a coleta seja realizada no prazo máximo de 15 dias

Autor da Foto: Assessoria/Divulgação

Com objetivo de se evitar doenças que são transmitidas pelo molusco hospedeiro de um verme causador de problemas no trato digestivo e de infecções graves, o vereador pela cidade de Nossa Senhora do Livramento, Renan Miranda (PSB), recomendou ao secretário de Obras e Infraestrutura do município, Paulo de Caraca, que este “realize a coletas dos caramujos africanos na sede municipal”. O documento foi aprovado em plenário na sessão ordinária no dia 18 deste mês.

Como o período chuvoso aumenta a presença desses caracóis, Renan sugeriu que a coleta seja realizada no prazo máximo de 15 dias. “A praga está infestando a nossa cidade e os moradores diuturnamente reclamam sobre o problema”, justificou o Renan que integra juntamente os vereadores Junior Taques e Fabiano Sebastião (os dois do PTB) a Comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicações da Casa Legislativa.

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Sem predador natural, o molusco libera de 200 a 500 ovos de uma só vez e transmite doenças. Gosta de estar presente em jardins e todo tipo de terrenos.

A remoção desse animal pode ser feita com luvas e calçados fechados. E depois, deve ser depositado em um saco plástico preto grosso, para receber a aplicação de sal grosso ou refinado a fim de desidratá-lo e conseqüentemente, levá-lo à morte. Entretanto, o trabalho não termina com a eliminação do caramujo, pois ele pode ter depositado seus ovos na terra, que eclodem a partir da combinação de calor e chuva. Por isso, a presença de caramujos é persistente em alguns locais.

Para evitar o reaparecimento, é necessário fazer a catação manual dos ovos. Sempre utilizando luvas, deve-se revolver a terra e retirá-los – são bolinhas em tom amarelo claro, quase branco. Esses ovos devem ser colocados em um saco plástico e quebrados.

Perigos

O caramujo africano pode transmitir duas doenças: a meningite eosinofílica e a estrongiloidíase. O verme Angiostrongylus cantonensis, causador da meningite eosinofílica, pode se tornar parasita do caramujo africano de duas formas: penetração direta no corpo do molusco ou pela ingestão de fezes de roedores contaminadas. A infecção em humanos ocorre quando é feita a ingestão do muco (gosma) que o caramujo libera para facilitar o seu deslizamento. Por isso, é tão importante lavar e deixar de molho as hortaliças.

A doença tem evolução benigna, mas com sintomas que podem durar de dias a meses: distúrbios visuais, dor de cabeça forte e persistente, febre alta, e sensação de formigamento, queimação e pressão na pele. Nem sempre ocorre rigidez na nuca, como em outros tipos de meningites.

Já a estrongiloidíase é causada pelo verme Strongyloides stercoralis, que pode penetrar na pele do ser humano, atingindo os pulmões, traqueia e epiglote, e depois migrando para o sistema digestivo, tornando-se parasita do intestino. Os sintomas mais comuns são tosse seca, dispneia ou broncoespasmo, edema pulmonar; diarreia, dor abdominal; podendo ser acompanhada por anorexia, náusea, vômitos, dor epigástrica.

Em sua forma grave, a estrongiloidíase apresenta febre, dor abdominal, anorexia, náuseas, vômitos, diarreias manifestações pulmonares (tosse, dispneia e broncoespasmos e, raramente, hemoptise e angústia respiratória). Quando não tratada, pode levar à morte. (Com prefeitura de Santos/SP).

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