Sala da Mulher atende grêmio estudantil e oferece palestra sobre autismo em escola
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Fonte: Assessoria
Autor: Assessoria
Legenda: A palestra foi ministrada em dois períodos a professores e dezenas de alunos do 8º ao 3º ano do nível médio
Autor da Foto: Assessoria
Preocupado com a interatividade individual e coletiva dos alunos, educadores e até mesmo de colegas de classe, o presidente do grêmio estudantil da Escola Estadual Professor Feliciano Galdino de Nossa Senhora do Livramento, Inácio Júnior da Silva Moraes requisitou junto a Câmara Municipal “Sala da Mulher”, para que esta ministrasse palestra sobre autismo. O pedido foi prontamente atendido nesta segunda-feira, dia 29 de maio reunindo, em dois períodos, professores e dezenas de alunos do 8º ao 3º ano do nível médio para conhecer sobre o assunto. A palestrante foi a Dra. Larissa S. Ferreira Pereira Leite. Ela é procuradora jurídica da Casa Legislativa livramentense e esteve acompanhada da presidente da Sala da Mulher, vereadora Oneide Maria (PTB).
De maneira clara e consistente, a procuradora focou sobre o autismo e seus direitos como cidadão. “Primeiramente é preciso entender sobre o autismo que é um transtorno do desenvolvimento, conhecido por Transtorno do Espectro Autista, e caracterizado por dificuldades de interação social, comunicação e comportamentos repetitivos e restritos”. E, segundo a palestrante, “essas três características são essenciais para o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista ou TEA como muitos o usam”. Entretanto, Larissa ressaltou que os sintomas podem variar de acordo com cada caso, “mas que esses elementos são determinantes para realizar o diagnóstico de autismo”.
A palestrante citou alguns dos sinais do autismo, como a finalidade que o portador tem de se auto-regular ou uma busca sensorial ”ou seja a criança busca a sensação de determinado movimento e começa a repeti-lo, visando saciar-se sensorialmente”. E, quando isso ocorre numa maior freqüência, vem-se o chamado colapso “ou um momento de hipersensibilidade sensorial, com a quebra de rotina ou a falta de compreensão da pessoa autista em relação a uma dada situação. Isso acontecendo, o autista pode se exprimir por meio de choros, xingamentos, arremesso de objetos, auto-agressão, fugir das pessoas, morder, entre outras atitudes que pode se estender por horas ou minutos”.
Conhecedora na área jurídica, a advogada elencou uma série de direitos da pessoa com autismo, que começa desde convênios para sessão de terapias, e até mesmo compra de veículos com isenção de ICMS e IPI. “Isso também vale para vaga especial de estacionamento; redução da carga horária de trabalho para os pais, sem redução dos vencimentos; BPC/LOAS em caso de família de baixa renda; saque de FGTS para custear tratamento do autismo; e até descontos especiais em passagens aéreas”.
Ao finalizar, ela fez a seguinte pergunta: “Você conhece um autista que conseguiu superar todas as barreiras e hoje é bilionário?” Todos entreolharam entre si e se emudeceram diante do questionamento.
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