Secretaria tenta transferir alunos de comunidade rural para a sede municipal, mas recua da decisão após ouvir comunidade e vereadores
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Fonte: Assessoria
Autor: Assessoria
Legenda: As primeiras conversações se deram nesta terça-feira (24/01), entre a Secretaria de Educação, corpo docente da escola, pais de alunos e vereadores
Autor da Foto: Assessoria
A Secretaria Municipal de Educação, Esporte e Lazer do município de Nossa Senhora do Livramento pensava em transferir ainda para este ano letivo, alunos do 6º, 7º, 8º e 9º ano da Escola Municipal Waldez Teixeira, da Comunidade Lavrinha, para a Escola Délia Galdina Duarte, situada no Bairro Morro da Boa Vista, na sede municipal, distante cerca de 15 km.
As primeiras conversações se deram nesta terça-feira (24/01), em reunião de membros da Secretaria de Educação, o corpo docente da escola, pais de alunos da comunidade, com a participação da Câmara de Vereadores. O objetivo, segundo a Secretaria e a coordenadora de Educação do município, seria “melhorias no aprendizado”.
Aberta a reunião, a Secretária da pasta Maria Auxiliadora da Silva Cunha, junto com a coordenadora Rosemeire Carvalho, explicaram minuciosamente sobre a tomada de decisão. Elencaram sobre os pontos negativos que foram apontados em avaliações periódicas, reclamação de pais pelo baixo aprendizado, e sobre os pontos positivos que poderão resultar após a transferência.
“As melhorias no aprendizado devem ser feitas aqui mesmo nesta escola. A escola do campo deve atender os alunos com as especificidades do próprio campo”, destacou o professor Edson que ainda sugeriu: “Essa decisão deve ser dos pais dos alunos.”
Na mesma linha também pautou a presidente da Câmara Municipal e até fez uma sugestão para o executivo construir duas salas anexas na região. “Quem decide o futuro dos filhos são os pais e se a maioria decidir por estudar aqui, que seja respeitada essa decisão já que o bom senso deve prevalecer”, alertou Leila.
A vereadora Oneide Maria, que também preside a Sala da Mulher na Câmara Municipal, também pontuou sobre a importância da escola do campo como modelo tradicional de educação no estabelecimentos de vínculos com a produção futura.
No mesmo tom resumiu o vereador Fabiano Sebastião: “Faço das palavras das vereadoras Leila e Oneide, as minhas palavras”.
Ao final ficou acordado em ata, que num primeiro momento, não haverá o “deslocamento” dos alunos até que os pais tomem a decisão final.
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